7 de julho de 2015

Cidades de Papel, do John Green

O livro nos leva a conhecer Quentin *vulgo Q*, um garoto que está no último ano do colégio e é super apaixonado por Margo Roth Spielgeman, sua vizinha e amiga de infância - que não está nem aí pra ele. Em uma noite, a Margo Roth Spielgman (sim, o nome dela aparece completo várias e várias vezes na história) aparece em sua janela, vestida de ninja, pedindo para Quentin ajudá-la em um plano de vingança. Depois da noite executando os planos, a garota some e o nosso adorável Q tem a missão de seguir pistas para encontrá-la.

"É muito difícil ir embora — até você ir embora de fato. E então ir embora se torna simplesmente a coisa mais fácil do mundo."

A história é dividida em três partes: Os fios, que é a noite em que Margo e Quentin saem pelas ruas de Orlando vingando-se de algumas pessoinhas. Essa parte do livro passa bem rápido pois é, em si, aventura e fiquei bem aflita por eles poderem ser pegos.

A segunda parte é chamada de A relva; acontece logo após o sumiço de Margo. Essa parte é a mais lenta, pois é onde o Q e seus amigos tentam encontrar e seguir as pistas deixadas por Margo, pistas estas que são bem ~filosóficas~ então, enquanto o Q está lá se matando pra deduzir o que se passava pela cabeça da guria, estamos aqui do outro lado ansiosos se perguntando WHERE ARE THE CRAZY GIRL?

A terceira parte intitulada O navio é onde o Q vai, enfim, em busca de Margo. Ou seja, temos "todas" as explicações do que realmente aconteceu.

Este é o  segundo livro que leio do João Verde e posso dizer que a sua escrita continua no mesmo nível de A culpa é das estrelas: leve e dinâmica, não faz o leitor cansar e sempre com uma boa pitada de humor. 

Sobre os personagens, destaque para Radar e Ben - amigos do Q - pois foram eles que me fizeram rir muito durante a história. O Quentin é um personagem que, no início, o considerei muito idiota pelo fato que: a menina não te dá bola a vida toda, mas aparece na tua janela, no meio da noite, vestida de ninja PORQUE NÉ SUPER NORMAL e te pede pra fazer coisas que geralmente fazem pessoas irem pra cadeia.

Ele muda durante a história: aprende a sair de sua zona de conforto e tem a chance de ser corajoso, de enxergar as inúmeras possibilidades de ser/fazer algo no mundo. Então sim, adorei o garoto Quentin.

Apesar de Margo ser o centro da história, ela aparece poucas vezes no livro. A garota é muito inteligente, porém é bastante egoísta. Na verdade, eu tive muita dificuldade ao tentar definir a Margo, porque eu me identifiquei muito com ela - eu entendi ela - e, 1) eu a odiei, fiquei com vontade de dar um tapa na cara e falar PARE MIGA SEJE MENAS 2) ser amiga dela, porque ela entenderia um monte de coisa que passa por minha cabeça 3) queria ter a coragem dela.

eu sou Margo, mas não gosto da Margo e também adoro a Margo.

"— É mais impressionante — disse eu, em voz alta. — Assim, ao longe. Não dá para ver o desgaste das coisas, entende? Não dá para ver a poeira ou as ervas daninhas ou a tinta rachando. A gente enxerga o lugar da forma como alguém um dia o imaginou.
— De perto tudo é mais feio — disse ela."

Nenhum dos personagens do livro a conhecem, de verdade. Ela tem um jeito diferente de ver a vida: é uma pessoa que não se prende à laços, nos mostra que muitas coisas que estamos fazendo hoje não têm sentido algum. São coisas de papel, coisas superficiais.
Isso é bom, porque realmente nós devemos nos perguntar se o que estamos fazendo hoje realmente fazem a sua vida ter um sentido. A questão é: ela foge. Essa visão diferente que ela tem do mundo também sustenta o seu "egoísmo".

"São tantas pessoas. É tão fácil se esquecer de como o mundo é cheio de pessoas, lotado, e cada uma delas é imaginável e sistematicamente mal interpretada."

Cidades de Papel é uma história boa e bem humorada, que fala sobre o quanto desconhecemos/julgamos as pessoas ao nosso redor; sobre o quanto a vida é curta para ligarmos para coisas banais. É um livro para refletir. Sério mesmo pessoal, esse foi um livro que li há tempos e, ainda hoje me pego pensando nele. Bugou minha mente, uahahha -n Gostei bastante mesmo, mas ainda assim não superou ACEDE.


Nota: ♥♥♥♥♥(5/5)


Ficha técnica:
Nome: Cidades de papel
Autor: John Green
Número de páginas: 368
Editora: Intrínseca
Ano: 2013
ISBN: 9788580573749
// NO SKOOB //

Alô alô

Olá pessoal. (se é que ainda alguém vem aqui, uhahaha) Tudo beleza?
Eu estava vendo e a minha última postagem nesse blog foi em abril. E já passaram o quê? Três, quatro meses? É, quase isso. 
Enfim, eu deixei recado aqui e no facebook explicando os motivos do meu sumiço, e foi exatamente aquilo: fase final do meu curso. Enfim, concluí o curso (agora sou, oficialmente, desenvolvedora web, aehooo \o/ -qn) e atualmente estou num poço de ócio aqui em casa. Ou seja, finalmente terei tempo pra retomar as atividades do blog. 
Eu sempre fico apreensiva quando ~sumo~ e volto. Sempre acho que as pessoas esqueceram disso aqui, que meu blog vai flopar (mais do que já é flopado, uhahaha) mas estou decidida a me esforçar aqui nesses meses restantes de 2015.
Então, é isso. Não gosto de fazer posts assim, por isso, o próximo post será publicado daqui a pouco. E tô louca pra voltar a fazer postagens, tô louca pra mudar esse layout.
Abraços, até daqui a pouco e irei responder/retribuir os comentários atrasados aos poucos.

26 de abril de 2015

Tag: 7 coisas.

Olá pessoal, tudo bom com vcs? Tô aqui, boiando no tédio com a sensação de que tenho muita coisa pra fazer, mas tô legal. A Sara, do blog Interesses Sutis me indicou uma tag bem interessante chamada 7 coisas, onde responderei 7 coisas de um determinado tópico e depois indicar 7 blogs para responder os mesmos tópicos. Obrigada por indicar, Sara :) E agora, vamos lá!




7 coisas para fazer antes de morrer

- Ter minha biblioteca;
- Viajar pelo mundo fotografando;
- Fazer uma faculdade que eu realmente goste;
- Aprender outro idioma;
- Aprender a tocar algum instrumento musical;
- Ter minha própria casa, do jeitinho que eu sonho, comprada com meu dinheiro;
- Ser feliz, seja lá como for.



7 coisas que mais falo

- Cara (seja homem, mulher, menino, menina, cachorro, gato... eu falo 'cara');
- Mãe;
- Por Karias! (que significa "porcaria", de acordo com o dicionário de neologismos de Sara);
- Tô com fome;
- Tipo...
- Preciso de mais livros;
-  Quê?/What?

7 coisas que faço bem

- Aprender coisas;
- Ler;
- Ser distante das pessoas;
- Fazer cálculos;
- Lembrar coisas;
- E esquecer coisas quando preciso lembrar delas;
- Ser paciente.


7 coisas que me encantam

- Livros;
- Música;
- Fotografia;
- A natureza;
- Simplicidade;
- Inocência;
- Inteligência.


7 coisas que eu não gosto 
- Egoísmo;
- Meus pés gelados;
- Preconceito;
- Pimenta-do-reino;
- Falta de respeito;
- Pessoas que mexem na minha prateleira sem permissão;
- Carne.


7 blogs para responder a tag

- Zombies Vegetarianos
- Coisas de mineira
- Meia noite e quinze
- Diário de um ledor

Só pra constar: foi complicado para listar essas coisas.Isso só comprova que eu não me conheço e que tenho uma dificuldade enorme de falar sobre mim mesma. Preciso treinar isso T__T haha
Espero que tenham gostado!
Kissus

11 de abril de 2015

Anime: Kotoura-san

Olá olá pessoinhas, como estão, hein? Eu tô meio bugadona aqui, pois estou me preocupando com o projeto final do meu curso, que é pra junho, mas emana poderes do mal desde agora T_T Então, tô tentando produzir o máximo antecipadamente, entendem? 
Hoje eu vou falar sobre um anime que terminei de assistir essa semana (ALELUIA PORQUE EU DEMORO ÉONS PRA TERMINAR UM ANIME) e que goxxxxtei muito: Kotoura-san!


Sinopse: Uma comédia romântica, Kotoura-san conta a história de Kotoura Haruka, uma garota com a habilidade indesejada de ler mentes. Este poder tem causado muitas dificuldades para ela desde que era jovem e levou-a a distanciar-se das pessoas. Mas quando ela se transfere para a Escola Secundária de Midorigaoka e conhece o Manabe Yoshihisa, ela começa novamente a abrir gradualmente seu coração, apesar do fato da mente do Yoshihisa estar cheia de pensamentos pervertidos!


É basicamente isso. Conhecemos a Kotoura, uma garota que tem o poder de escutar pensamentos, que, bem... não tem lá uma história feliz. E a personagem traz isso em sua personalidade: o que ela viveu moldou totalmente quem ela é e como ela age. Inclusive, o anime traz vários flashbacks mostrando exatamente isso: a relação com sua família e com colegas de escola que a excluíam. Agora, solitária e acostumada pela rejeição, ela muda para um novo colégio. Mas, lá, ela acaba fazendo amigos que a ajudam em diversas situações e a aceitam como ela é.


Apesar de ser triste, o anime é muito muito engraçado. O Manabe é o personagem doidão que encanta todo mundo que assiste <3 O cara pensa muitas coisa pervertidas (apanha muito por isso) mas ainda assim passa uma imagem tão.. amigável, tão doce... Ele é só um amigo bobão, e essa imagem me fez torcer, desde o primeiro episódio, que ele e a Kotoura fiquem juntos <3
Manabe-kun pensando em coisas pervertidas.

Manabe-kun pensando em coisas pervertidas. (2)

A Kotoura é um amor: é muito ingênua e muito sofrida. Eu meio que me identifiquei com certas coisas que ela trazia na sua personalidade, então, apesar de eu não curtir drama e tal, tive vontade de abraçá-la e fiquei muito feliz quando ela encontrou amigos de verdade :)
Eu adoro o cabelo dela, gent xD

Gostei muito dos personagens secundários, cada um teve seu momento-destaque na história, todos eram engraçados e amigáveis, então, adorei cada um deles.

A única coisa que eu não gostei mesmo foi o avô de Kotoura: ele é um velho pervertido com a própria neta o_O Era pra levar na parte do humor (e tem alguns momentos que é meio engraçado) mas... sei lá... deu medo T_T Não achei isso tão legal.

Por fim, é uma história levinha: bem triste, mas a pegada engraçada equilibra a balança, nos deixando um ótimo anime. Gostei muito, é bem curtinho e recomendo bastante :) Nota: ♥♥♥♥♥ (5/5)





Informações:
Nome: Kotoura-san (琴浦さん)
Episódios: 12
Estúdio: AIC
Onde assistir? Aqui